sábado, 16 de fevereiro de 2013

Cruz: símbolo profético na cultura hedonista

O mundo atual dissemina uma ideologia que tenta a todo custo afastar a dor. O cristianismo torna-se então um paradoxo de difícil internalização para esta cultura hedonista. 
É lamentável que o homem contemporâneo e até mesmo religiões vivam buscando fórmulas mágicas para fugir do sofrimento e os contrapontos da vida, pois o sofrimento, a dor, os conflitos e as frustrações fazem parte da essência do existir e enquanto estivermos neste mundo não há como eliminá-los de nosso caminho. Precisamos aprender a conviver com essa realidade. 
Esta é a verdade sobre o ser humano, porém muitos não a aceitam e por isso ficam neuróticas. A Cruz nos ajuda a aceitar a debilidade da vida. A cruz liberta o ser humano para ser ele mesmo. E a cruz descobre ao ser humano sua verdade, da qual ele gosta de fugir.
A cruz nos questiona. Ela nos obriga a enfrentar a pergunta: quem somos?  e para onde caminhamos? A Cruz de Jesus nos dá a resposta. Somos seres frágeis e sofredores que, com sua cruz caminham com Jesus, o Servo Sofredor, rumo à resssurreição. 
A cruz nos lembra que somos seres finitos e que não temos aqui na terra nossa morada definitiva. Somos peregrinos nesse mundo.

Tantas coisas inventamos, tantas devoções e ladainhas, mas todas elas perdem o seu sentido se não ajudar o ser humano a renunciar a si mesmo, tomar a sua cruz e seguir Jesus. 

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