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terça-feira, 3 de setembro de 2013

GRITO DOS EXCLUÍDOS: o Brasil que temos é o Brasil que queremos?

COMO E ONDE SERÁ O GRITO DOS EXCLUÍDOS?

As 27 Comunidades Eclesiais de Base da Paróquia de Itaeté se preparam para celebrar o Grito dos Excluídos no próximo final de semana. 
Cada Comunidade fará o seu próprio grito!

Primeiro acontecerá uma celebração, dentro deste momento orante cada participante terá a oportunidade de escrever cartazes e faixas com seus sonhos, utopias, gritos e, ao final da celebração, sairão todos pelas ruas gritando por JUSTIÇA, PAZ, SAÚDE, EDUCAÇÃO, GERAÇÃO DE RENDA, MORADIA, RESPEITO, PRESERVAÇÃO AMBIENTAL, DIGNIDADE... 

OBS: Confirme o horário e o dia com as lideranças de sua comunidade, pois algumas realizarão o evento no sábado (07 de setembro) e outras no domingo (08 de setembro)
.
O QUE É O GRITO E QUAIS AS SUAS LUTAS

As comunidades e os Movimentos Populares, conscientes de que o Brasil que temos não é o Brasil que queremos, promovem o Grito dos Excluídos. É o momento de todos e de todas mostrarem a sua indignação e a sua vontade de construir juntos um novo projeto de sociedade, que nosso país seja economicamente justo, politicamente democrático , culturalmente igualitário e culturalmente plural.. Evidentemente, neste processo o protagonismo deve ser sempre dos excluídos e das excluídas.




POR QUE GRITAR?
Quem ama a Pátria não pode ficar tranqüilo diante de tanto sofrimento e tanta miséria. O sentimento de mãe não a deixa ficar calada frente o sofrimento dos filhos. Por isso, nossa Pátria deve gritar.
Ficar calado diante do sofrimento dos outros é cumplicidade. Cidadão que não grita não tem amor à Pátria.
A Pessoa grita quando se sente numa situação de perigo e precisa de socorro, porque sozinha sabe que não sai dessa situação. Alguns não gritam porque não percebem o perigo ou acham que se viram sozinhos. Há ainda os que não gritam por medo de ser perseguido. Outros não gritam porque acham que não tem mais jeito. Quem grita, grita porque tem certeza de que é possível mudar.
Um ditado diz que quem não escuta os gritos dos pobres não será ouvido quando gritar. Quem hoje está gritando? Nunca tivemos, entre nós, tantos famintos e desempregados gritando. Em nossas ruas, crianças e mendigos disputam por um pedaço de pão. Doentes gritam por assistência médica. Ìndios gritam por demarcação das terras. Trabalhadores e trabalhadoras gritam por emprego e salário digno. Índios, negros, mulheres e aposentados querem ser indenizados por tanto trabalho escravo não pago.
Muitos políticos, patrões e outras pessoas têm ouvidos, mas não ouvem, são surdos ou fingem não ouvir.
O dia da Pátria deveria ser um dia de gritos de alegria, mas há muitos que não a realizam eticamente. Muitos jovens hoje não aceitam as instituições porque são muitos bitoladas e não correspondem às suas necessidades. Por isso, largam as igrejas, partidos, sindicatos, até escolas e famílias, porque descobriram que tudo isso não têm servido para suas vidas.

Por outro lado, há jovens, índios, mulheres, negros, aposentados, crianças e adolescentes lutando por mudanças. Quem é contra o nascimento desses movimentos, são aqueles privilegiados com o sistema. Mas a teimosia e a resistência permanecem. Queremos mudança, transformação. 
O grito se faz cada vez mais forte, até romper barreiras, destruir muros e cercas, arrancar do chão o broto de Vida Nova. E diz a Biblía que Deus olhou para o seu povo, viu o seu sofrimento e escutou o seu grito.

No dia 7 de setembro, vamos às ruas para gritar contra tudo o que destrói a Vida. Vamos fazer ecoar nosso grito, para que se perceba a insatisfação popular, e esse sistema de morte a ruir, dando espaço para a Vida em Plenitude.
Mauro Kano

GRITO: elementos de reflexão

O Grito dos Excluídos não é um evento localizado no tempo e no espaço. Trata-se, antes, de um conjunto de atividades que convergem para uma determinada data de mobilização geral: o chamado "dia do Grito". Este, no Brasil, ocorre a 7 de setembro; na América Latina, a 12 de outubro. Uma série de manifestações precedem ou dão continuidade a esse dia, no sentido de priorizar não apenas o conteúdo do evento, mas sobretudo o processo e a medodologia de preparação e participação.

No Brasil, o Grito dos Excluídos tem início em 1995. Na América Latina, pela primeira vez, em 1999. Depois de cinco anos de história, podemos apontar algumas constantes ou aquisições de fundo, as quais têm estado presentes em sua elaboração e organização.

A primeira, é a constatação de que grande parte da população brasileira, e de todos os países do continente latino-americano, vem sendo cada vez mais excluída dos benefícios do desenvolvimento tecnológico e econômico.
Essa exclusão cresce e se aprofunda de ano para ano, negando à maioria do povo os direitos fundamentais à vida, ou seja, o direito a uma real e justa cidadania. É o que tem sido chamado de "apartheid social".

Diante dessa exclusão, o Grito faz a denúncia do modelo neoliberal globalizado e do sistema financeiro internacional, cujo único interesse é maximizar os lucros, esquecendo a situação de fome e miséria de milhões de pessoas espalhadas por todo o planeta, especialmente no Terceiro Mundo. A denúncia atinge igualmente as elites nacionais, as quais, por se beneficiar do status quo, subordinam a economia e a política aos credores internacionais (FMI, Banco Mundial e outros), comprometendo inclusive a soberania nacional, sem qualquer atenção às reais necessidades dos países.
Mas a denúncia não basta. Ela é seguida de um anúncio explícito, o qual, consciente de que esse modelo econômico é insustentável, luta por uma nova sociedade em que a política e a economia estejam submetidas a imperativos éticos. Estes devem ter a preocupação de priorizar uma reforma agrária e agrícola eficaz, a educação, a saúde, a moradia, o trabalho e o salário justo para todos, a defesa das terras indígenas, o incentivo à produção familiar e comunitária, a garantia das leis trabalhistas, o respeito ao meio ambiente, o lazer - enfim, uma sociedade onde todos se sintam devidamente integrados como verdadeiros cidadãos.

Para isso, é necessário uma parceria ampla e plural de todas as forças vivas da sociedade, num esforço que vai desde elaboração e a preparação do Grito dos Excluídos até a participação no mesmo. No fundo, trata-se de um evento construído num grande "mutirão", nacional e continental, onde todos são chamados ao protesto e à luta.
Essa parceria procura não excluir nenhum dos atores interessados na transformação efetiva da sociedade.

Chega-se, assim, ao Grito propriamente dito. O que é? Antes de tudo, uma dor secular e sufocada que se levanta do chão. Dor que se transforma em protesto, cria asas e se lança no ar. De ponta a ponta do país ou do continente, o povo solta ao vento o seu clamor, longamente silencioso e silenciado. É um grito que ganha os ares, entra pelas portas e janelas, toma os espaços. Tem como objetivo unificar todos os gritos presos em milhões de gargantas, desinstalar os acomodados, ferir os ouvidos dos responsáveis pela exclusão e conclamar todos à organização e à luta. É o grito dos empobrecidos, dos indefesos, dos pequenos, dos sem vez e sem voz, dos enfraquecidos - numa palavra, o grito dos excluídos!
O Grito aponta os erros e os crimes desse modelo excludente, sem dúvida, mas ele quer ser propositvo. Trata-se de buscar formas concretas de ação popular, no sentido de contribuir para a transformação da sociedade, de construir um desenvolvimento econômico participativo e sustentável, respeitando a vida e a natureza. Aqui é preciso apoiar as iniciativas populares, respeitar as diferenças de soluções abertas e plurais, fortalecer as organizações de base e as mais variadas formas de luta. Lembrar, antes de mais nada, que os povos latino-americanos têm em sua história uma imensa fonte de resistência, uma memória viva, criativa e ativa na busca de novas alternativas.
Por fim, mas não em último lugar, procura-se garantir o protagonismo dos excluídos. A partir das bases, eles são chamados a participar ativamente da preparação das atividades em torno do Grito. Além disso, são eles os "donos da palavra". Assim, no dia do Grito, os microfones não são loteados pelas entidades de apoio, nem por lideranças sindicais ou políticas. Elas são sempre bem vindas, é claro, mas como retaguarda e garantia à voz dos excluídos. A palavra e o grito permanecem abertos aos interesses reais dos próprios excluídos.

O Grito, em seus primeiros cinco anos, sinaliza para uma nova forma de organização dos excluídos.
Caracteriza-se pelo envolvimento dos mesmos ao longo de todo o processo, seja na produção do conhecimento relativo à exclusão social, seja nas formas de organização e de mobilização. É importante destacar a criatividade dos grupos diante das situações de exclusão. Vale destacar, como exemplos, a participação em desfiles oficiais, o envolvimento das escolas, vigílias e alvoradas na véspera do Grito, etc.

Do ponto de vista da organização, é importante lembrar que, embora exista uma coordenação nacional, são respeitadas e estimuladas muitas outras formas de organização: coordenações locais, regionais e estaduais. Não se trata de criar novas estruturas. Na verdade, o Grito aproveita as que já existem, ligadas às entidades envolvidas, tais como, Igrejas, centrais sindicais, movimentos populares, associações. Apesar de contar inicialmente com os recursos das pastorais sociais, hoje vão se consolidando novas fontes de recursos: venda de material, contribuições eventuais e uma quota anual para cada uma das organizações promotoras.
Em 1995, o Grito contava com uma rede de 60 articuladores, a nível nacional. Hoje, após cinco anos de experiência, esse número já chega à casa dos mil, representando todos os estados da federação e as mais diversas entidades (Igrejas, sindicatos, movimentos populares, federações, e organizações de base). Na reunião realizada no final do mês de julho, determinou-se um ponto de referência em cada estado, o qual deverá centralizar as informações e remetê-las à sede nacional do Grito. Desta forma, pretende-se que as informações veiculadas logo após a realização do Grito sejam o mais próximo possível da realidade, como uma das formas de fazer frente à grande imprensa, que em geral procura distorcer ou minimizar a repercussão do evento. As distorções ocorrem sobretudo em relação ao número de cidades e de pessoas que efetivamente participam das manifestações de rua.
A continuar o crescimento, como de fato tem acontecido no Brasil e, a partir deste ano, na América Latina, a perspectiva é de que no próximo ano tenhamos um Grito Continental, rumo a uma grande manifestação mundial dos excluídos.


Pe. Luiz Bassegio e Pe. Alfredo Gonçalves,
Pela Coordenação do Grito dos Excluídos no Brasil.


quinta-feira, 11 de julho de 2013

Programação da Semana Missionária (14 a 21/07)


Venha e participe, a Paróquia de Itaeté receberá seis jovens peregrinos vindos da Bélgica! Contamos com a participação de todas as comunidades, pastorais e grupos de orações! 

DATA
HORÁ
RIO
O QUE?
RESPONSÁVEL
ONDE?
14 dom
12:00
1-Acolhida das comunidades, grupos jovens e pastorais (lideranças e pessoas que vão ser missionários em cada comunidade);
2-Apresentação dos Missionários;
3-Almoço.
1-Equipe  
2-Com. Nossa Senhora das Graças
3-Com. Nossa Senhora das Graças, Cana Brava, Dores
Salão Paroquial
14:30
1-O que é missão;
2-Espiritualidade Missionária;

15:30
1-Apresentação da realidade da paróquia
a)Realidade Sociopolítica
b)Realidade Religiosa
a) Algum professor
b) Algum animador
16:30
Encaminhamentos práticos
Coordenação
17:30
Livre

18:30
Janta
RCC e Pastoral da Criança
A equipe defini
19:30
Celebração de Abertura (missa)
Apresentação cultural em frente à Igreja (RODA DE CAPOEIRA-AGNALDO)
Jovens do grupo de Crisma da sede
Com. Nossa Sra. das Graças
15 seg
08:00 (manhã)
Café e oração
Visita ao município para uma visualização

Padre e equipe de organização
Itaeté
12:00
Almoço
Uma família de Itaeté oferece o almoço
Quem?______________

14:30
Visita ao hospital
Com. das Graças e RCC
(Comunicar a secretária de saúde e a direção do hospital)
Hospital Municipal de Itaeté
18:00
Part. na seção da Câmara de Vereadores
Todos os jovens das comunidades da sede e redondezas, lideranças, etc.
(Comunicar ao Vereador Almiro, presidente da câmara)
Enviar ofício
Câmara Municipal de Itaeté
20:00
Janta
Uma família de Itaeté oferece a janta
Quem?______________










16 ter

08:00
Oração Pessoal
Todos os envolvidos na missão
Local onde estiver
10:00
Saída para Bananeiras


10:30
Acolhida em Bananeiras e lanche (algo leve)
Com. bananeiras

10:50
Visitas aos doentes e idosos da comunidade
Missionários

12:00
Almoço
Bananeiras
Bananeiras
14:00
Saída para Bandeira de Melo


15:00
Chegada em bandeira de Melo..                  Acolhida....


15:30
Visita à barragem
A com. pede a liberação

16:30
A Comunidade oferece um lanche.
Momento de oração e confraternização com a Comunidade.
Comunidade Local
Igreja
19:00
(GRUPO 01)
1-Janta
2-Encontro com os Jovens de Almeçega
1-A comunidade
2-Os jovens da Comunidade
Almeçega
19:00
(GRUPO 02)
1-Janta
2-Encontro com os jovens de Moçambique
1-A comunidade
2-Os jovens da Comunidade
Moçambique
19:30
GRUPO 03)
1-Janta
2-Encontro com os jovens de Rosely Nunes, Cruzinha, São Judas
1-A comunidade
2-Os jovens da Comunidade
Rosely Nunes
17 quar
10:00
Saída para as comunidades do outro lado do rio
O grupo se dividirá em 3:
Cada Grupo terá dois missionários belgas
GRUPO 01: Santa Luzia, Genipapo participa junto;
GRUPO 02: Cabo do Machado, Pé de Serra participa Junto.
GRUPO 03: Iguape, Santa Fé e Bom Jesus participam ai.
O almoço pode ser em Santa Fé e o encontro em Iguape.

Cada comunidade que for receber organiza um encontro celebrativo de mais ou menos meia hora com os jovens
11:00
Chegada, acolhida, convivência
12:00
Almoço
14:00
Visitas
15:00
Encontro com a comunidade
16:00
Saída para Itaeté
18:30
Saída para o Poço Encantado
Leitura Orante de Lucas 24,13-35
A comunidade prepara a oração e a janta, juntamente com o grupo jovem daí!
18 Qui
8:00
Oração da manhã em cada comunidade da sede
O grupo mais uma vez se divide em três, dois missionários Belgas em cada comunidade da sede, mais os missionários locais
12:00
Almoço
Cada comunidade organiza para os missionários que estão ali fazendo visitas

15:00
Um grupo vai para Linha de Nestor, encontrar os jovens de lá... Queimadas participa junto com Linha de Nestor.
O grupo jovem local prepara o encontro
Outro Grupo vai para O Baixão...
Os jovens da comunidade preparam o encontro
18:00
Saída para União da Chapada
19:00
JANTA
Momento celebrativo sobre o Batismo
Apresentação cultural
União da Chapada
Grupo Jovem e comunidade
19 sex
11:00
Saída para o Rumo, Europa, Colônia
Novamente irão dois jovens belgas para cada comunidade
12:00
Almoço comunitário na comunidade
Comunidade local
14:00
Visitas e encontros com os jovens
Rumo (Quem prepara?)
14:00
Visitas
Europa
14:00
Visitas
Colônia
17:00
Todos se dirigem para a Escola Família Agrícola ou Colônia
18:30
Janta na EFA, Colônia ou Europa (as comunidades se organizam)
19:30
1-Encontro com os Jovens
2-Noite Cultural
Colônia
Jovens de Colônia, Europa, e EFA
20 sáb
Primeira manhã
Livre, visita à feira livre...
Itaeté
11:00
Saída para o passeio
(Churrasco no Rio das Piabas?)
Quem organiza?
Quantos vão? Como?

19:00
Missa de encerramento da etapa paroquial
Com. Nossa Senhora das Dores.
Pastoral Familiar, Equipe Missionária
21 Dom
Evento diocesano de envio dos jovens que irão - Ipirá Bahia!