domingo, 8 de setembro de 2013

HOMILIA DOMINICAL: Quer ser feliz? Assuma a sua cruz de cada dia, renuncie a si mesmo e siga a Jesus!


O Evangelho deste XXIII Domingo comum (Lc 14,25-33) inicia afirmando que grandes multidões acompanhavam Jesus. É interessante esta constatação. Quase sempre Jesus esteve acompanhado por muita gente: quando realizava milagres, tais como multiplicar pães, tocar nos enfermos e curá-los, expulsar demônios, sermão da montanha, até mesmo no calvário Jesus foi seguido por uma multidão. É evidente que nem todas as pessoas que o acompanhavam estavam decididos a segui-lo de verdade.
A grande maioria “seguia” Jesus somente por interesses pessoais, tais como milagres, pães, curas, ou até mesmo por curiosidade, principalmente no caminho da cruz, onde a morte do Filho de Deus se tornou um espetáculo. Ali no Calvário, Jesus foi abandonado pelos discípulos (amigos), pelos que ele defendeu, curou, alimentou, salvou. Foi seguido por pouquíssimos. Das multidões que o seguiam: Desde aquela da multiplicação dos pães, mais de 5 mil, aquela que o saudou na entrada triunfal em Jerusalém gritando: Hosana ao filho de Davi, passando pelos doze que estavam em sua prisão, culminou em apenas três ao pés da Cruz: Maria a mãe de Jesus, João e Maria de Magdala.
·         Hoje é ainda deste jeito: multidões se apertam ao redor de Jesus, mas de fato não o seguem de verdade. Ele continua abandonado, quase sozinho no calvário.
Jesus volta-se então para esta multidão coloca as condições para quem quer segui-lo até a cruz:
·         “Se alguém vem a mim, mas não se desapega de seu pai e sua mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos e irmãs e até da sua própria vida, não pode ser meu discípulo”.
Estas palavras de Jesus, se levadas ao pé da letra parecem ofensivas e chegam de fato a chocar. O que Jesus quer dizer então? Certamente ele não está dizendo para não amarmos nossos pais, filhos, esposo ou esposa. Não está sugerindo brigas e divisões entre as famílias. O que Ele está dizendo é que o nosso amor a Deus deve ser maior que todos os outros amores e é o amor a Deus quem dá significado aos outros amores. Jesus sempre pregou o amor e a união como condição para a vida cristã. O maior mandamento da Lei de Deus é o amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.
Jesus amava muito sua família, tinha um carinho especial por seu pai e sua mãe, sempre demonstrou amor por seus amigos e discípulos, no entanto Deus sempre esteve em primeiro lugar em sua vida e, justamente por isso, foi que amou a humanidade de maneira tão profunda, “tendo amado os seus, amou-os até o fim” (Jo 13,1)!
·         “Quem não carrega a sua cruz e não caminha atrás de mim não pode ser meu discípulo”
Também em Lucas 9,23 lemos: “Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me”. Em Mateus 10,38: “Quem não toma sua cruz e não me segue não é digno de mim”.
A cruz é condição indispensável para ser discípulo de Jesus. Quem não assume a sua cruz diariamente não pode ser discípulo de Jesus.
A cruz foi um escândalo para os judeus e continua sendo para o mundo pós-moderno, por que significa o fracasso do “todo poderoso” homem. Até mesmo nós cristãos queremos estar com Jesus na Glória, no Tabor, e nunca no calvário, entretanto, não podemos esquecer que estar com Jesus é segui-lo na cruz e na Ressurreição, como se diz nos casamentos: prometo ser fiel na alegria e na tristeza, na saúde e na doença. Assim deve ser a nossa união com Deus.
A Cruz sem Ressurreição é fracasso e destruição. A Ressurreição sem Cruz é uma ilusão. A cruz e a morte como sofrimento não salva ninguém e não se pode querer buscá-la, pois essa não é vontade do Pai. O Pai não quer a morte e o sofrimento somente como morte e sofrimento, mas como fidelidade de testemunhas do seu amor para com os irmãos.
A cruz só tem sentido como existência de amor que se esquece de si mesmo pela pessoa amada. É entregar-se por esse amor, é amar sem esperar nada em troca, como fez Jesus, só aí a cruz tem sentido.
·         Qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo”.
Todas as opções e decisões da vida exigem renúncias. Quando ouvimos a palavra desapego nos assustamos. Jesus é o modelo de desapego. Desapegou-se de sua divindade e encarnou-se, fez-se homem. Tendo nascido entre nós, desapegou-se de uma vida burguesa e cheia de mordomia, fez-se pobre, ele mesmo disse que não tinha “nem onde repousar a cabeça” (Lc 9,58).
Ser discípulo é entregar-se a Deus. Somente no total desapego é que faremos a total entrega. Esvaziar-se do secundário é a melhor medida para poder encher-se do que é precioso.
Quem quiser segui-lo, tem que estar atento a estas condições, pois pode acontecer como “alguém que quis construir uma torre e não sentou primeiro para calcular os gastos e saber se tinha o suficiente para concluir a obra, começou e não concluiu, então ficaram zombando da cara”, ou “como o rei que antes de enfrentar uma guerra calcula seus soldados e mede sua força”!

Jesus nunca escondeu as condições para sermos seus discípulos, nunca nos disse que seria fácil, mas nunca nos disse que seria impossível, ele mesmo está conosco nesta caminhada, sigamos em frente, pois este caminho de vida proposto por nosso Mestre é o único que nos fará verdadeiramente felizes.
Pe. Erivaldo Gomes
padreerivaldo@gmail.com

terça-feira, 3 de setembro de 2013

GRITO DOS EXCLUÍDOS: o Brasil que temos é o Brasil que queremos?

COMO E ONDE SERÁ O GRITO DOS EXCLUÍDOS?

As 27 Comunidades Eclesiais de Base da Paróquia de Itaeté se preparam para celebrar o Grito dos Excluídos no próximo final de semana. 
Cada Comunidade fará o seu próprio grito!

Primeiro acontecerá uma celebração, dentro deste momento orante cada participante terá a oportunidade de escrever cartazes e faixas com seus sonhos, utopias, gritos e, ao final da celebração, sairão todos pelas ruas gritando por JUSTIÇA, PAZ, SAÚDE, EDUCAÇÃO, GERAÇÃO DE RENDA, MORADIA, RESPEITO, PRESERVAÇÃO AMBIENTAL, DIGNIDADE... 

OBS: Confirme o horário e o dia com as lideranças de sua comunidade, pois algumas realizarão o evento no sábado (07 de setembro) e outras no domingo (08 de setembro)
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O QUE É O GRITO E QUAIS AS SUAS LUTAS

As comunidades e os Movimentos Populares, conscientes de que o Brasil que temos não é o Brasil que queremos, promovem o Grito dos Excluídos. É o momento de todos e de todas mostrarem a sua indignação e a sua vontade de construir juntos um novo projeto de sociedade, que nosso país seja economicamente justo, politicamente democrático , culturalmente igualitário e culturalmente plural.. Evidentemente, neste processo o protagonismo deve ser sempre dos excluídos e das excluídas.




POR QUE GRITAR?
Quem ama a Pátria não pode ficar tranqüilo diante de tanto sofrimento e tanta miséria. O sentimento de mãe não a deixa ficar calada frente o sofrimento dos filhos. Por isso, nossa Pátria deve gritar.
Ficar calado diante do sofrimento dos outros é cumplicidade. Cidadão que não grita não tem amor à Pátria.
A Pessoa grita quando se sente numa situação de perigo e precisa de socorro, porque sozinha sabe que não sai dessa situação. Alguns não gritam porque não percebem o perigo ou acham que se viram sozinhos. Há ainda os que não gritam por medo de ser perseguido. Outros não gritam porque acham que não tem mais jeito. Quem grita, grita porque tem certeza de que é possível mudar.
Um ditado diz que quem não escuta os gritos dos pobres não será ouvido quando gritar. Quem hoje está gritando? Nunca tivemos, entre nós, tantos famintos e desempregados gritando. Em nossas ruas, crianças e mendigos disputam por um pedaço de pão. Doentes gritam por assistência médica. Ìndios gritam por demarcação das terras. Trabalhadores e trabalhadoras gritam por emprego e salário digno. Índios, negros, mulheres e aposentados querem ser indenizados por tanto trabalho escravo não pago.
Muitos políticos, patrões e outras pessoas têm ouvidos, mas não ouvem, são surdos ou fingem não ouvir.
O dia da Pátria deveria ser um dia de gritos de alegria, mas há muitos que não a realizam eticamente. Muitos jovens hoje não aceitam as instituições porque são muitos bitoladas e não correspondem às suas necessidades. Por isso, largam as igrejas, partidos, sindicatos, até escolas e famílias, porque descobriram que tudo isso não têm servido para suas vidas.

Por outro lado, há jovens, índios, mulheres, negros, aposentados, crianças e adolescentes lutando por mudanças. Quem é contra o nascimento desses movimentos, são aqueles privilegiados com o sistema. Mas a teimosia e a resistência permanecem. Queremos mudança, transformação. 
O grito se faz cada vez mais forte, até romper barreiras, destruir muros e cercas, arrancar do chão o broto de Vida Nova. E diz a Biblía que Deus olhou para o seu povo, viu o seu sofrimento e escutou o seu grito.

No dia 7 de setembro, vamos às ruas para gritar contra tudo o que destrói a Vida. Vamos fazer ecoar nosso grito, para que se perceba a insatisfação popular, e esse sistema de morte a ruir, dando espaço para a Vida em Plenitude.
Mauro Kano

GRITO: elementos de reflexão

O Grito dos Excluídos não é um evento localizado no tempo e no espaço. Trata-se, antes, de um conjunto de atividades que convergem para uma determinada data de mobilização geral: o chamado "dia do Grito". Este, no Brasil, ocorre a 7 de setembro; na América Latina, a 12 de outubro. Uma série de manifestações precedem ou dão continuidade a esse dia, no sentido de priorizar não apenas o conteúdo do evento, mas sobretudo o processo e a medodologia de preparação e participação.

No Brasil, o Grito dos Excluídos tem início em 1995. Na América Latina, pela primeira vez, em 1999. Depois de cinco anos de história, podemos apontar algumas constantes ou aquisições de fundo, as quais têm estado presentes em sua elaboração e organização.

A primeira, é a constatação de que grande parte da população brasileira, e de todos os países do continente latino-americano, vem sendo cada vez mais excluída dos benefícios do desenvolvimento tecnológico e econômico.
Essa exclusão cresce e se aprofunda de ano para ano, negando à maioria do povo os direitos fundamentais à vida, ou seja, o direito a uma real e justa cidadania. É o que tem sido chamado de "apartheid social".

Diante dessa exclusão, o Grito faz a denúncia do modelo neoliberal globalizado e do sistema financeiro internacional, cujo único interesse é maximizar os lucros, esquecendo a situação de fome e miséria de milhões de pessoas espalhadas por todo o planeta, especialmente no Terceiro Mundo. A denúncia atinge igualmente as elites nacionais, as quais, por se beneficiar do status quo, subordinam a economia e a política aos credores internacionais (FMI, Banco Mundial e outros), comprometendo inclusive a soberania nacional, sem qualquer atenção às reais necessidades dos países.
Mas a denúncia não basta. Ela é seguida de um anúncio explícito, o qual, consciente de que esse modelo econômico é insustentável, luta por uma nova sociedade em que a política e a economia estejam submetidas a imperativos éticos. Estes devem ter a preocupação de priorizar uma reforma agrária e agrícola eficaz, a educação, a saúde, a moradia, o trabalho e o salário justo para todos, a defesa das terras indígenas, o incentivo à produção familiar e comunitária, a garantia das leis trabalhistas, o respeito ao meio ambiente, o lazer - enfim, uma sociedade onde todos se sintam devidamente integrados como verdadeiros cidadãos.

Para isso, é necessário uma parceria ampla e plural de todas as forças vivas da sociedade, num esforço que vai desde elaboração e a preparação do Grito dos Excluídos até a participação no mesmo. No fundo, trata-se de um evento construído num grande "mutirão", nacional e continental, onde todos são chamados ao protesto e à luta.
Essa parceria procura não excluir nenhum dos atores interessados na transformação efetiva da sociedade.

Chega-se, assim, ao Grito propriamente dito. O que é? Antes de tudo, uma dor secular e sufocada que se levanta do chão. Dor que se transforma em protesto, cria asas e se lança no ar. De ponta a ponta do país ou do continente, o povo solta ao vento o seu clamor, longamente silencioso e silenciado. É um grito que ganha os ares, entra pelas portas e janelas, toma os espaços. Tem como objetivo unificar todos os gritos presos em milhões de gargantas, desinstalar os acomodados, ferir os ouvidos dos responsáveis pela exclusão e conclamar todos à organização e à luta. É o grito dos empobrecidos, dos indefesos, dos pequenos, dos sem vez e sem voz, dos enfraquecidos - numa palavra, o grito dos excluídos!
O Grito aponta os erros e os crimes desse modelo excludente, sem dúvida, mas ele quer ser propositvo. Trata-se de buscar formas concretas de ação popular, no sentido de contribuir para a transformação da sociedade, de construir um desenvolvimento econômico participativo e sustentável, respeitando a vida e a natureza. Aqui é preciso apoiar as iniciativas populares, respeitar as diferenças de soluções abertas e plurais, fortalecer as organizações de base e as mais variadas formas de luta. Lembrar, antes de mais nada, que os povos latino-americanos têm em sua história uma imensa fonte de resistência, uma memória viva, criativa e ativa na busca de novas alternativas.
Por fim, mas não em último lugar, procura-se garantir o protagonismo dos excluídos. A partir das bases, eles são chamados a participar ativamente da preparação das atividades em torno do Grito. Além disso, são eles os "donos da palavra". Assim, no dia do Grito, os microfones não são loteados pelas entidades de apoio, nem por lideranças sindicais ou políticas. Elas são sempre bem vindas, é claro, mas como retaguarda e garantia à voz dos excluídos. A palavra e o grito permanecem abertos aos interesses reais dos próprios excluídos.

O Grito, em seus primeiros cinco anos, sinaliza para uma nova forma de organização dos excluídos.
Caracteriza-se pelo envolvimento dos mesmos ao longo de todo o processo, seja na produção do conhecimento relativo à exclusão social, seja nas formas de organização e de mobilização. É importante destacar a criatividade dos grupos diante das situações de exclusão. Vale destacar, como exemplos, a participação em desfiles oficiais, o envolvimento das escolas, vigílias e alvoradas na véspera do Grito, etc.

Do ponto de vista da organização, é importante lembrar que, embora exista uma coordenação nacional, são respeitadas e estimuladas muitas outras formas de organização: coordenações locais, regionais e estaduais. Não se trata de criar novas estruturas. Na verdade, o Grito aproveita as que já existem, ligadas às entidades envolvidas, tais como, Igrejas, centrais sindicais, movimentos populares, associações. Apesar de contar inicialmente com os recursos das pastorais sociais, hoje vão se consolidando novas fontes de recursos: venda de material, contribuições eventuais e uma quota anual para cada uma das organizações promotoras.
Em 1995, o Grito contava com uma rede de 60 articuladores, a nível nacional. Hoje, após cinco anos de experiência, esse número já chega à casa dos mil, representando todos os estados da federação e as mais diversas entidades (Igrejas, sindicatos, movimentos populares, federações, e organizações de base). Na reunião realizada no final do mês de julho, determinou-se um ponto de referência em cada estado, o qual deverá centralizar as informações e remetê-las à sede nacional do Grito. Desta forma, pretende-se que as informações veiculadas logo após a realização do Grito sejam o mais próximo possível da realidade, como uma das formas de fazer frente à grande imprensa, que em geral procura distorcer ou minimizar a repercussão do evento. As distorções ocorrem sobretudo em relação ao número de cidades e de pessoas que efetivamente participam das manifestações de rua.
A continuar o crescimento, como de fato tem acontecido no Brasil e, a partir deste ano, na América Latina, a perspectiva é de que no próximo ano tenhamos um Grito Continental, rumo a uma grande manifestação mundial dos excluídos.


Pe. Luiz Bassegio e Pe. Alfredo Gonçalves,
Pela Coordenação do Grito dos Excluídos no Brasil.


domingo, 1 de setembro de 2013

Gente simples, fazendo coisas extraordinárias em lugares insignificantes!

 "Gente simples, fazendo coisas pequenas em lugares pouco importantes, quando unidos, fazem coisas extraordinárias” Dom Moacyr Grechi. Esta frase diz um pouco do que aconteceu em Itaeté na manhã deste primeiro domingo de setembro.
Os homens do Terço dos Homens se reuniram bem cedinho e foram à Comunidade Cabo do Machado para trabalhar na construção da capela. Foi um grande mutirão da solidariedade e da partilha. A Igreja já estava construída, porém faltava o reboco externo, a pintura e os acabamentos. Juntamente com a comunidade realizamos uma coleta do material de construção e neste domingo nos unimos para trabalhar, rezar e ao final do trabalho, abastecer o corpo com uma saborosa comida caseira também feita em mutirão.
O Reino de Deus acontece nestas pequenas coisas. Esta gente simples que trabalha a semana inteira para sustentar a sua família tem a alegria de no Domingo, Dia do Senhor, também dia de descanso, de estar com a família e os amigos, ir a uma comunidade doar um pouco do seu tempo, do seu suor, do seu trabalho, da sua amizade. 
Quando tudo começou, vi a empolgação, quando estava no meio, o cansaço, mas quando terminou vi que todos, já com fome, saíram para fora da Igreja e ficaram contemplando a obra que em mutirão e na gratuidade acabara de realizar! Lembrei-me de Deus que ao criar tudo parou para contemplar a obra de suas mãos. Assim aconteceu!
Que Deus ajude estas pessoas simples a descobrirem que unidos em comunidade são capazes de fazer coisas realmente extraordinárias até mesmo em lugares insignificantes! 
Isso tudo não tem preço, tem que ser realmente na gratuidade pois não tem dinheiro que pague ver a satisfação de tanta gente em trabalhar de graça em um tempo em que tudo é feito por interesse! Estas coisas aquecem o coração da gente! 
Dinheiro não temos, riqueza também não, mas temos disposição, solidariedade, criatividade e iniciativa, disse alguém enquanto trabalhava! Assim é a vida de quem vive em comunidade, pastorais ou movimentos!
Ao final tinha uma pergunta: quando e onde será o próximo? 
O próximo será em breve, pois experiencias assim nos faz tocar o Céu!